Para instituições

Protocolo piloto Alvore

Proposta de programa de 8 a 12 semanas para funcionários voluntários, com práticas contemplativas diárias, encontros semanais à distância e avaliação antes e depois.

Duração

8 a 12 semanas

Formato

Híbrido: encontros semanais por videoconferência (60 min) + práticas diárias no site + grupo de apoio assíncrono

Mínimo diário

Mínimo inegociável: 5 min de respiração lenta + 10 min de meditação com atenção na respiração

Público

Funcionários voluntários de uma instituição pública ou privada

Objetivos do piloto

O programa busca mudanças mensuráveis em capacidades humanas — não estados místicos garantidos. A proposta é oferecer um treinamento de atenção, regulação emocional e presença que possa ser integrado à rotina de trabalho.

  • Atenção sustentada

    Reduzir a fragmentação atencional e aumentar a capacidade de retorno ao foco durante tarefas cotidianas.

  • Regulação emocional

    Diminuir a reatividade imediata (luta ou fuga) e ampliar a janela entre estímulo e resposta.

  • Bem-estar subjetivo

    Aumentar a percepção de calma, clareza e propósito, sem prometer cura ou transformação mística.

  • Hábito de retorno

    Instalar uma rotina de pausas conscientes que perdure além do piloto.

Estrutura do programa

Avaliação inicial e ambientação

Semana 0

Foco: Consentimento, medições de base e apresentação do método

  • Coleta de consentimento livre e esclarecido
  • Aplicação dos instrumentos pré-intervenção
  • Aula de introdução: o que é o Alvore, o que ele não promete e como usar o site
Na instituição: Definir canal de comunicação, horário fixo do encontro semanal e ponto focal na instituição.

Corpo e respiração

Semanas 1–2

Foco: Regularidade mínima e saída do modo de alarme

  • Respiração diafragmática lenta: 5 min, 1–2x ao dia
  • Meditação com atenção na respiração: 10 min, mesmo horário
  • Varredura do corpo curta: 10 min, 2x na semana
Na instituição: Incentivar pausas respiratórias em transições do expediente (início, antes de reuniões).

Atenção e aceitação

Semanas 3–5

Foco: Estabilizar o retorno da atenção e reconhecer emoções sem reagir

  • Meditação sobe para 12–15 min
  • Prática de aceitação em 60 segundos nos incômodos do dia
  • Escrita expressiva: 15 min, 2x na semana
Na instituição: Compartilhar, sem identificar participantes, padrões de estresse observados nos encontros.

Pensamentos, sombra e valores

Semanas 6–8

Foco: Observar conteúdos mentais e alinhar ações a valores

  • Observação dos pensamentos: 10 min
  • Escrita expressiva continua; introdução ao perdão e à sombra
  • Alimentação consciente: uma refeição por dia sem tela
Na instituição: Propor um microdesafio institucional: uma reunião por semana começa com 1 min de silêncio.

Compaixão, cuidado e permanência

Semanas 9–12 (opcional)

Foco: Ampliar o círculo de cuidado e consolidar o mínimo inegociável

  • Meditação de compaixão: 10 min
  • Prática de não-maleficência e alimentação ética (opcional, sem pressão)
  • Revisão semanal por escrito
Na instituição: Preparar plano de manutenção pós-piloto: horários, grupo de prática e medição de acompanhamento.

Avaliação pós-intervenção e devolutiva

Semana final

Foco: Medir mudanças, ouvir experiências e planejar continuidade

  • Reaplicação dos mesmos instrumentos da semana 0
  • Entrevista breve ou formulário qualitativo
  • Relatório institucional agregado (sem identificação individual)
Na instituição: Apresentar resultados agregados à liderança e discutir expansão, adaptação ou encerramento.

Avaliação antes e depois

Todos os instrumentos são aplicados na semana 0 e na semana final. Os dados individuais são sigilosos; a instituição recebe apenas análise agregada.

Atenção e mindfulness

MAAS (Mindful Attention Awareness Scale) — versão curta validada

Mede a frequência com que a pessoa está presente no dia a dia, em vez de automática ou distraída.

Por quê: É o construto mais próximo do que as práticas contemplativas treinam diretamente.

Bem-estar e qualidade de vida

WHO-5 ou SWLS (Satisfaction with Life Scale)

Avalia humor, vitalidade, interesse e satisfação geral com a vida.

Por quê: Captura mudanças subjetivas sem forçar interpretação espiritual.

Estresse percebido

PSS-10 (Perceived Stress Scale)

Mede o quanto a vida tem sido imprevisível, sobrecarregante e incontrolável.

Por quê: É sensível a intervenções de regulação emocional e respiração.

Regulação emocional / reatividade

DERS-16 (Difficulties in Emotion Regulation Scale — versão curta)

Avalia clareza, controle impulsivo, aceitação e acesso a estratégias.

Por quê: Diretamente ligado à saída do modo luta ou fuga e ao aumento da resposta parassimpática.

Sono e descanso

PSQI (Pittsburgh Sleep Quality Index) — versão breve

Avalia latência, duração, eficiência, distúrbios e sonolência diurna.

Por quê: Melhora do sono é um dos efeitos mais reportados e mensuráveis de práticas de relaxamento.

Adesão e experiência

Registro próprio no site + formulário semanal curto

Minutos praticados, práticas realizadas, dificuldades e observações qualitativas.

Por quê: Permite correlacionar dose com resultados e ajustar o protocolo em tempo real.

A coleta é feita online, dentro do próprio Alvore: área do participante — cada pessoa responde com login próprio, o sistema registra a fase (antes/depois) e a coordenação exporta apenas o relatório agregado do grupo.

Salvaguardas éticas

Participação voluntária

Nenhum funcionário será obrigado a participar. A qualquer momento, pode sair sem prejuízo funcional.

Sem promessas terapêuticas

O piloto é treinamento mental e comportamental, não tratamento médico ou psicológico. Não substitui acompanhamento clínico.

Sigilo e anonimato agregado

Os dados individuais serão vistos apenas pela equipe de pesquisa. A instituição receberá apenas relatórios agregados.

Protocolo de segurança

Participantes com ideação suicida, trauma recente descompensado, distúrbios alimentares ativos ou condições médicas graves devem ser orientados a buscar cuidado especializado antes ou em paralelo.

Ajuste individual

Jejum, contraste térmico, celibato e mudanças alimentares são opcionais e só devem ser adotados com orientação adequada.

Condução remota

Os encontros podem ser realizados por videoconferência, respeitando a limitação de mobilidade do facilitador sem perder a qualidade do acompanhamento.

Entregáveis

  • Relatório agregado de resultados

    Comparação antes/depois por domínio, com tamanho de efeito quando possível e análise qualitativa das respostas abertas.

  • Relatório de adesão

    Frequência nos encontros, minutos praticados e taxa de abandono, com hipóteses sobre facilitadores e barreiras.

  • Proposta de continuidade

    Modelo de manutenção (encontros quinzenais, grupo de prática, medição anual) e estimativa de carga horária.

  • Carta de apresentação institucional

    Material pronto para que a instituição apresente o programa a outras áreas ou órgãos parceiros.

Estrutura de custos (estimativa)

ItemDescrição
FacilitaçãoEncontros semanais de 60 min por videoconferência, conduzidos pelo autor do Alvore ou equipe treinada.
PlataformaAcesso ao site Alvore (apostila, calendário, vídeos, referências) sem custo adicional durante o piloto.
AvaliaçãoAplicação online dos instrumentos licenciados ou de domínio público; tabulação e análise dos dados.
RelatóriosRelatório de resultados, adesão e proposta de continuidade entregues ao final.

O valor final depende do número de participantes, da duração escolhida (8 ou 12 semanas) e da necessidade de tradução/adaptação dos instrumentos. Uma proposta detalhada será enviada após a reunião de alinhamento.

Próximos passos

  1. Reunião de alinhamento com a liderança da instituição para definir público, objetivos e formato.
  2. Assinatura de termo de consentimento e autorização para uso dos dados agregados.
  3. Divulgação interna e inscrição voluntária, com critérios de elegibilidade claros.
  4. Aplicação da avaliação prévia e início do ciclo de encontros semanais.
  5. Acompanhamento contínuo, ajustes no calendário e avaliação final.